A Vizinha Nespereira

Da janela traseira, acompanha-me a nespereira de sempre (desde que para aqui vim, em 1988) que continua, apesar de abandonada, resistente, a alimentar a passarada.


Há 2 anos, os vizinhos (do lado esqº) da vizinha árvore, ainda aproveitavam uma outra parte do logradouro para a sardinhada... rodeados de nêsperas

Agora, que a casa a que pertence irá para obras, temo que lhe reservem o destino das vizinhas laranjeiras (do lado dtº), arrancadas para dar lugar a um estacionamento!

Vão-se os pássaros, os gatos, os bichos, as folhas, a terra, para dar lugar à riqueza pobre.

Outra das boas ideias que vi posta em prática em Copenhaga, já desde o princípio dos anos 90 (antes da Eco-92 e da difusão/profusão "do" sustentável), foi a transformação de muitos destes logradouros, geridos e utilizados por todos os moradores. No caso deste mostrado a seguir, na Haderslevgade, a sul da Praça Enghave, o município teve a iniciativa de o renovar e "os residentes participaram activamente nesse trabalho para realizar a sua visão de um jardim ecologicamente sustentável. O jardim foi iniciado em 1988. Todo o lixo passou a ser separado e o orgânico transformado em composto usado no jardim, que se tornou um oásis verde na cidade." (Urban Ecology, Danish Town Planning Institute)

Por enquanto posso dar-me por feliz por ainda poder abrir todos os dias as janelas e ser uma festa ver a minha vizinha nespereira.

Depois de ter lançado o desafio para a participação no Festival de Árvores, não podia/quis deixar de participar também e falar na árvore que me está mais próxima. Não só pela importância que lhe dou mas mais ainda porque a má gestão dos logradouros tem continuado por toda a cidade e as consequências, apesar de pouco perceptíveis, são muito negativas. E mais um exemplo de oportunidades perdidas. (Próximo Festival a partir de 1 de Junho, em Arboreality)

Festivais de Jardins

Cidades e regiões que (se) promovem (com) jardins

1º Festival de Jardins de Ponte de Lima, 2005

Abertura do 3º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, na próxima sexta-feira, dia 25 de Maio, pelas 12,00 horas

Em Mirandela, Semana do Jardim e da Biodiversidade (21 a 25 de Maio)

E aí vão mais 7:

  1. O de Chaumont, abriu a 28 de Abril, vai na 16ª edição. Foi pioneiro neste tipo de festivais, inspirou o de Ponte-de-Lima, o de Métis, o de Westonbirt e, provavelmente, outros. Estivemos lá em 93 e 99 e...valeu bem a estada.
  2. No Canadá, em Métis (23 de Junho a 30 de Setembro), 8ª edição.
  3. O de Bordeaux, vai na 6ª edição, de 26.05 a 3.06.
  4. O "Jardins ... à suivre", 4ª edição, na região da fronteira França/Bélgica/Lux. Financiado pela UE. No quadro da "Luxemburgo e Grande Região - Capital da Cultura 2007"
  5. Em Bilbau, 1º Festival de Jardins de 4 de Junho a 5 de Agosto
  6. Na Irlanda, um festival durante um fim de semana em que jardins privados são abertos ao público com visitas guiadas e seminários
  7. Em Springfields... sem Simpsons. Neste caso, mais do que um festival de jardins, é um outlet, parque de atracções, shopping,..

    e ainda (ou, e sobretudo) :

Em Singapura....o de 2006 já foi. Foi o 1º, para o ano há mais. Quer ser o Top dos Tropicos e está "metido" com mudanças grandes na cidade, entre elas 3 novos parques junto à baía. Mais informação Wiki

Festival de árvores


A internet está a permitir uma extraordinária capacidade de difusão de informação. Com a crescente quantidade e dispersão de documentos, sites, blogs, etc., agora disponíveis é necessário criar melhores formas de seleccionar a informação relevante (para cada um), tornar o acesso mais fácil e as pesquisas mais eficazes.

Para os blogs foi criado há algum tempo um modelo a que se chamou “carnaval de blogs”, que consiste na criação de redes temáticas, que se “ancoram” em blogues (com ou sem ue) criados para o efeito e que, com uma certa regularidade, listam referências de posts publicados noutros blogues e, desta forma, facilitam a pesquisa dos interessados no respectivo tema. Geralmente são feitos com a colaboração voluntária e rotativa dos participantes, que se encarregam das edições.

Relacionado com árvores existe o “Festival de árvores” , mensal e que no próximo mês de Junho vai publicar a sua 12ª edição (aceita participações até 29 de Maio).
A edição deste mês foi a primeira temática (sobre “árvores em cimento”).



fotos do blog though trees grow high
Para o próximo mês há um convite feito no blog arboreality, que é responsável pela publicação deste mês e que pede participações sobre árvores que façam parte do quotidiano de cada um (“árvores da minha rua”, da escola dos filhos ou de outro local frequentado, que tenha algum significado especial para o participante, ...). Contactei o organizador, para saber mais alguns pormenores sobre esta iniciativa, que me disse estar a participação aberta a qualquer um...mesmo de muito longe.
Blogs como o dias com árvores e o sombra verde seriam uma excelente representação nacional. Basta enviar mail sugerindo o post com que querem participar.

Outra hipótese, talvez ainda mais interessante, era fazer um destes blogs mais luso, já que o interesse sobre este assunto tem aumentado por cá e esta pode ser uma forma de dar mais visibilidade e utilidade a quem publica sobre o assunto. Bem sei que os blogs acima referidos já são um verdadeiro “carnaval” de árvores, mas este modelo é uma forma de divulgar outros posts em blogs que, de forma menos regular, tratam o mesmo tema.

Blog que centraliza “carnavais” e um post que os explica.

Em Portugal, outros "carnavais" possíveis onde estaria jardinando seriam, por exemplo : parques e jardins, árvores classificadas, planeamento urbano e espaços verdes, jardins do meu bairro, ruas com árvores...

Verdura é frescura

A criação de parques e de jardins nas cidades foi durante muito tempo defendida como um meio de regenerar a qualidade do ar, muito poluído, primeiro principalmente pela indústria e mais tarde pela intensa circulação automóvel. É pelo relevo dado a essa função que esses espaços se designam muitas vezes por "pulmões" da cidade.

Hoje, com o aquecimento global na ordem do dia, a contribuição da vegetação para o micro(?)clima urbano, nomeadamente pela diminuição de temperatura e pelo aumento da humidade do ar que provoca, é um motivo cada vez mais forte para se construirem mais espaços verdes nas cidades.

Um estudo recente realizado na Universidade de Manchester (também citado aqui e aqui) estimou que com mais 10% de espaços verdes nos centros urbanos (ou em Manchester, que foi a cidade estudada) a sua temperatura média descerá 4 graus, o mesmo valor que algumas previsões indicam para o aumento da temperatura global, nos próximos 75 anos:

"Esta redução tem implicações importantes na saúde e no conforto humano em áreas urbanas e devem ser criadas oportunidades para aumentar a cobertura por espaços verdes quando são feitas mudanças estruturais nas áreas urbanas, assim como plantar mais árvores nas ruas e construir terraços com vegetação"


Em Portugal este tema tem sido estudado, nomeadamente por investigadores do CEG da Faculdade de Letras que realizaram para a revisão do PDM de Lisboa o estudo "Avaliação climática para o ordenamento" (pdf). O efeito do Parque Florestal de Monsanto é, naturalmente, o mais notório. Curiosamente, a diferença entre as duas áreas onde se registaram as temperaturas médias nocturnas extremas, o Parque de Monsanto e a Baixa, também é de cerca de 4 graus.

Ilha de calor nocturna de Lisboa in Avaliação climática para o ordenamento (Alcoforado et al., 2005) e fotog. satélite Google Earth

No centro da cidade, dada a falta de espaço disponível, as árvores de arruamento, os logradouros e, em alguns casos (talvez o meu também...), os terraços, são formas de aumentar a área de espaços verdes existente. Não há dúvida, portanto, que é um assunto relacionado com a melhoria dos espaços públicos, semi públicos e privados. Mas o interesse é de todos.
Agora que Lisboa vai ter um Verão especialmente quente (ondas de calor, eleições, etc...) atenção à frescura - e consistência - das propostas sobre o tema.

May I(n) New York

Mais um pacote de documentos relacionados com Nova Iorque. Não por especial fascínio pelos EUA mas, é bom separar o trigo do joio e esta cidade é uma floresta, não só de arranha céus como de bons e interessantes exemplos na gestão de espaços verdes. (clickar nos títulos)

1 - Art in the Park: Programa de conservação de monumentos

No site do Departamento de Parques da cidade (uma excelente referência), vários vídeos disponíveis entre os quais se destacou este, sobre um programa de verão para estudantes que fazem trabalhos de conservação das estátuas existentes nos parques públicos da cidade.
Bom exemplo só para cidades ricas?

2 - Médicos Voluntários em Central Park

Sobre a unidade médica específica do Central Park que funciona suportada apenas por trabalho voluntário ! Site: cpmu

3 - Pássaros urbanos - (a) visita de estudo e (b) pássaro carro

(a) - Pássaros que espantam estudantes, vindo comer à mão e (b) - que imitam sons urbanos.

No site de uma organização que promove a natureza urbana de NY e que tem, além destes, outros pequenos vídeos
"Promoting Environmental Solutions In New York City Nurture New York’s Nature (NNYN) is a not-for-profit foundation dedicated to creating public awareness of the importance of developing and promoting environmental solutions in New York City. NNYN creates awareness by publishing books and other educational materials, creating websites, sponsoring lectures and conferences, conducting publicity campaigns, conducting research, and forming strategic alliances with other organizations to accomplish its mission.

4 - "Travelling" sobre o Central Park- 1 e 2

5 - NY Park Rangers em Belfast

O Presidente da Câmara de Belfast convidou os "Park Rangers" de Nova Yorque, para transmitirem a sua experiência, falarem do seu papel e de metodologias adoptadas que foram decisivas para a recuperação que os parques dessa cidade tiveram a partir dos anos 80. Um exemplo com lições úteis também para Lisboa.

Foi decisiva a reformulação do serviço dos “park rangers”, em 1979, que se tornaram não só agentes de segurança mas também “embaixadores” dos espaços verdes públicos da cidade.

Apesar da dificuldade em entender a pronúncia irlandesa em alguns depoimentos, algumas conclusões importantes relativamente aos requisitos necessários para criar bons espaços verdes públicos: segurança, “teoria” da acção rápida em relação ao grafittis indesejáveis (e a outro estragos), ter a comunidade envolvida e colaborando com os serviços municipais...

6 - Greening the Ghetto - Majora Carter

Fundadora da "Sustainable South Bronx", organização dedicada ao desenvolvimento holistico da comunidade no bairro onde nasceu, patrocinando projectos criadores de empregos, ligados à protecção do ambiente e à criação de novos espaços verdes no centro da cidade. Uma comunicação "impressionante" nos "Ted Talks" de 2005. artigo de Majora Carter

Extra: Simon and Garfunkel - Central Park, 1981. America

America, com agradecimentos prévios a alguns dos “trabalhadores da cidade”, num ano importante para a recuperação do parque (ver resumo da história). Para mim, a canção preferida do famoso duo e que me lembra sempre as vezes que me acordou, nos dias de um memorável “campo de jovens”, em 79, nas montanhas próximas de Turim.

SURPRISE: último disco de Paul Simon. No seu site, podem ouvir-se quatro faixas completas e amostras das outras sete http://www.paulsimon.com/

A Cidade Ideal...deve ter alamedas verdes

Pequim/Beijing - Praça Tiananmen transformada em jardim

Notícia no Guardian e vídeo com depoimento do autor da proposta, Ma Yansong, um dos mais importantes jovens arquitectos chinês, que quer tornar a praça num parque "criando um ambiente mais limpo e calmo". Criada depois de Mao tomar o poder, em 1949, copiando a Praça Vermelha de Moscovo "foi desenhada para paradas militares e para os grandes ajuntamentos públicos". Para grande parte dos habitantes de Pequim a praça é árida, feia e pouco agradável.


“COMO SERIA A LISBOA IDEAL?”

"Alkantara e ZDB convidaram os habitantes de Lisboa, de todas as idades e profissões, a repensar o âmbito em que trabalhamos e vivemos. Como seria a Lisboa ideal? O que há de bom na nossa cidade? O que deveria mudar? Há coisas concretas que todos nós podemos fazer? Será que o nosso comportamento deve mudar? Ou a organização do tecido urbano? Precisamos de mais parques e jardins, transportes públicos, bibliotecas, escolas, teatros, campos de futebol, museus...? Ou precisamos sobretudo de menos? Menos carros, menos poluição, menos obras...?
(...) Lisboa Ideal visa juntar ideias para o futuro"


Ontem apresentaram-se ideias, caminhos, perigos...

Miguel Marcelino sugeriu a criação de um jardim na Praça (?) do Saldanha.
Este é um dos locais da cidade que precisa de intervenções que melhorem o espaço público. A cidade e a actividade comercial vive de pessoas e as pessoas também vivem nas ruas. Mas neste caso, vivem mal.


A propósito, um interessante estudo de Hélène Fretigné, coordenado por Manuel João Ramos - Uma Praça Adiada: Estudo de Fluxos Pedonais na Praça do Duque de Saldanha e a recensão publicada no Público (ambos PDF's descarregáveis)

União pelo ambiente urbano

Dia da União Europeia (57 anos de vida) / Dia 0 em Lisboa

Boa altura para relembrar a "Resolução legislativa do Parlamento Europeu sobre uma estratégia temática sobre ambiente urbano" aprovada em Setembro de 2006.

Que, entre muitas outras coisas:

Considera que a Comissão - em cooperação com as autoridades nacionais - deve incentivar todas as aglomerações com mais de 100 000 habitantes a elaborarem um plano de gestão urbana sustentável (PGUS) e um plano de transportes urbanos sustentáveis (PTUS);(§7)

Salienta que os cidadãos, as ONG, as associações empresariais e outras partes interessadas devem ser associadas à preparação dos PGUS, planos esses que devem ser colocados à disposição do público; considera, além disso, que a avaliação regular dos progressos realizados e a divulgação dos resultados de tais avaliações são igualmente essenciais;(§11)

Convida a Comissão a propor um objectivo para espaços verdes per capita em novas zonas de desenvolvimento urbano e considera que esse objectivo deve ser incluído nos PGUS, por forma a impedir qualquer redução dos espaços verdes em zonas urbanas que não atinjam este objectivo;(§13)

Insta os Estados-Membros a conferirem prioridade, no âmbito dos seus quadros de referência estratégicos nacionais e dos seus programas operacionais, ao financiamento de projectos que implementem planos de gestão urbana e de transporte sustentáveis, assim como a projectos que limitem a construção em espaços não urbanizados e promovam a construção em terrenos industriais abandonados, e a promoverem a plantação de árvores nas ruas e a concepção de mais zonas verdes;(§14)

Salienta igualmente a dimensão social de um planeamento urbanístico sustentável e recomenda a promoção geral da qualidade de vida nos centros urbanos, adoptando uma abordagem holística (em particular social, cultural e ambiental);(§36)

Propõe que o planeamento urbano inclua uma maior oferta de espaços verdes e que, nos processos de expansão e de novas urbanizações, se deixe amplos espaços naturais, a fim de facilitar o convívio dos cidadãos com a natureza; (§38)


notícias: Parl. Europeu ; diário digital

Com mais ou menos incentivos, cabe às administrações municipais fazerem o trabalho fundamental.
Era bom ter Lisboa a marcar pontos neste capítulo.


Foi ontem aprovada por unanimidade pela Comissão Permanente para o Acompanhamento da Revisão do Plano Director Municipal da Assembleia Municipal de Lisboa uma recomendação para integrar o Plano Verde de Gonçalo Ribeiro Telles no processo de revisão do Plano Director Municipal em curso.

Em Portugal, foi um trabalho pioneiro, em termos de planeamento, nomeadamente ao introduzir a figura de Estrutura Ecológica Urbana, só contemplada na legislação a partir do novo regime jurídico aprovado em 1999.

Sendo um documento que já está na adolescência (tem mais de 14 anos), espera-se que nos próximos anos o possam(os) tornar um adulto mais desenvolvido e realizado (apesar de não ter tido uma infância muito feliz!)


Visita a obras de Engª Natural em Monsanto

A Associação Portuguesa de Engenharia Natural (APEN) organizou esta manhã uma visita a obras de Engenharia Natural no Parque Florestal de Monsanto (Lisboa).


Oportunidade para conhecer intervenções feitas já há cerca de 15 anos (no Parque Ecológico e noutros locais do P.F. de Monsanto) e também a aplicação experimental de várias técnicas (regularização de ribeiras, estabilização de taludes e construção de faixas de vegetação) por parte de alguns membros da associação e de outros voluntários, no âmbito de workshops realizados no ano passado.

Estes métodos de construção têm sido muito desenvolvidos nos países do centro da Europa (principalmente Áustria, Alemanha e Itália). Há 16 anos, em Copenhaga, visitei vários espaços verdes onde eram aplicados e havia vontade para que o fossem cada vez mais.

Em Portugal, apesar de não ser uma novidade, a utilização destas técnicas é ainda muito incipiente.

A APEN vai realizar a primeira Assembleia Geral este Sábado. Que tenha um crescimento rápido e profícuo!

Ligações: APEN, Blogue Engenharia verde, Artigo de Vasco Rocha na Naturlink

Jardinando na Trienal dos Vazios

Atenção especial a duas das quinze "intervenções na cidade" que fazem parte da programação da Trienal de Arquitectura de Lisboa

A Cidade como teatro de espectáculos; o vazio como palco de operações - Maria João Fonseca

Créditos da foto: Márcio Vilela e António Bettencourt

A acção do cidadão enquanto interveniente activo na construção de vivências e espaços é urgente e cada vez mais necessária.


A capacidade do poder local em manter toda a cidade operacional e funcional é diminuta, estando o desenvolvimento em meio ur­bano cada vez mais nas mãos de investidores privados e de iniciativas individuais.


Cada cidadão tem o direito de intervir na construção dos espaços da sua cidade, porque a cidade é de todos e é para todos. (...)


Justificação da escolha pela organização: Pelo modo como aborda a cidade a partir de uma acção simples e acessível a todos: a plantação de árvores em espaços degradados (como por exemplo o Miradouro da Travessa das Terras do Monte). Através desta acção, a proposta assume um manifesto pela participação colectiva na construção da cidade a partir de pequenos mas simbólicos gestos. A proposta teve ainda o mérito de não se ficar pela teoria


ECO-KIT Praça da Alegria/LisboaMoov


(...) ECO-kit propõe a introdução de um dispositivo adaptável e móvel que se pode implementar e deslocar conforme as necessidades da cartografia variável dos vazios urbanos. Esse dispositivo é materializado numa série de elementos estruturais sobre os quais são montados diversos módulos produtivos que permitem a captação de energia solar, eólica, de água ou o suporte a diversas espécies vegetais. Em complemento às suas funções produtivas cada conjunto de elementos pode ainda albergar programas complementares como espaços de lazer, áreas wireless e zonas pedagógicas que contribuem para uma intensificação social dos lugares onde são inseridos.

Justificação da escolha pela organização: Proposta de estrutura “eco-kit” que reclama atenção para as questões da sustentabilidade e das energias renováveis. Estrutura teoricamente adaptável a qualquer vazio urbano, teoricamente transportável, constituída por diversos módulos, mais do que a eficiência terá por mérito reclamar a visibilidade de uma questão inadiável.