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Espaço público, realojamento e reinserção social


No próximo dia 19 de Abril (17h30) será apresentado no Auditório Afonso de Barros, na Ala Autónoma do ISCTE, o projecto: A concepção do espaço público em bairros de realojamento como pressuposto estruturador de inserção social.

SE 30 - Stalker em Sevilha







" … SE-30 otros paisajes propone un descubrimiento sensible del paisaje periurbano de Sevilla, utilizando el andar como herramienta específica y la ronda de circunvalación SE-30 como hilo conductor para leer las evoluciones de la ciudad contemporánea.

Workshop    12-17 abril 2010

12  Conferencias sobre la relación andar, paisajes y territorio
13,14,15 Recorrido a pie durante 3 días a lo largo de la SE-30
16,17  Taller de reflexión y síntesis de la experiencia del recorrido

Invitado: laboratorio Stalker/Osservatorio Nomade Roma

Giulia Fiocca, Aldo Innocenzi, Margherita Pisano y Lorenzo Romito, representarán en Sevilla a Stalker/Osservatorio Nomade (ON), que desarrolla herramientas singulares de análisis del territorio. Su modus operandi permite un levantamiento sensible, complejo y dinámico de los lugares y de las comunidades que lo habitan al mismo tiempo que investiga los cambios en curso en la relación entre el hombre y el Medioambiente. Además de ...."

mais em se30 otrospaisajes

The Right to the City-Bridging the Urban Divide


"In the space of a few short years, the World Urban Forum has turned into the world's premier conference on cities. The Forum was established by the United Nations to examine one of the most pressing problems facing the world today: rapid urbanization and its impact on communities, cities, economies, climate change and policies...."   Ler mais

Vazios Cheios de Verde - 1


Onde é?

Estes vazios cheios de verde são espaços no interior da cidade (Lx e concelhos contíguos), com poucos ou nenhuns edifícios e predomínio de solo permeável coberto por vegetação (nem sempre verde). Alguns estão só à espera de outra ocupação: edifícios para habitação, para escritórios, estradas por acabar, armazéns, parques urbanos ... e enquanto se espera, a vegetação instala-se, espontânea ou pela mão do homem, neste caso principalmente para a produção de alguns alimentos.
Representam também pequenas (grandes) oportunidades para melhorar o ambiente da cidade e dar mais consistência à estrutura ecológica urbana.

(Em Lisboa e à volta - as imagens do Google parecem ser de Maio/Junho 2004, pelo que alguns poderão não estar já tão vazios assim)

Estrutura Ecológica da Paisagem

Seminário e Livro - 18 de Junho de 2007 - Auditório da Lagoa Branca - Tapada da Ajuda
Estrutura Ecológica da Paisagem - Instrumento de Ordenamento do Território

No auditório da Lagoa Branca (com algumas disfuncionalidades "modernas" - reduzido espaço junto às saídas a provocar "engarrafamentos" de participantes e inexistência de casas de banho adaptadas a cadeiras de rodas!), um dia cheio sobre um dos instrumentos mais importantes para, nos próximos anos, se desenvolver o país ao mesmo tempo que se adequa melhor a ocupação do território aos recursos naturais e se melhora a paisagem.

Mais uma vez, a noção clara de se estar num momento decisivo.

Com muito caminho percorrido, o corpo de saberes e instrumentos de acção de que hoje se dispõe só pode prefigurar um país melhor para os que estão agora a nascer (um pouco de fé à saída da Primavera...).

Palavras do mestre, que continua a chamar a atenção para aspectos essenciais (notas soltas):

"Cícero falava em duas naturezas primordiais, a original e uma segunda, por acção do homem...o grande problema actual é como é que através do planeamento se consegue recriar a natureza primordial (...) a grande função da estrutura ecológica é articular os espaços utilizados pela agricultura de produção (...) não interessa o "paisagismo" mas sim a "arquitectura da paisagem" (...) a estrutura ecológica deve ser planeada nas diversas escalas (...) é uma abertura a uma nova visão de planear, em termos de objecto(...)" G.R.T.

Durante o Seminário, foi apresentado e lançado o livro:

Índice e apresentação do livro

Ó Google nas alturas

Jardins privados em Haia


Privados ma n'on troppo

O Google Earth ajuda-nos a observar cada vez mais e melhor.

Para quem tem a observação do espaço como instrumento privilegiado de trabalho, é o que se pode considerar uma dádiva dos céus!

Entre muitas outras coisas, permite-nos ter uma melhor percepção dos jardins e outros ditos espaços verdes, com que se fazem as cidades.

Linking Park - Portela pós-aeroporto

Trienal de Arquitectura: Exposição Paisagem

NUNO PORTAS + NPK
UTOPIA da REALIDADE


"a temporalidade das transformações espaciais, a forma como a cidade cresce: movimento, fluxos, energia e matéria."

“Utopia (a partir) da realidade”....significa considerar criticamente, reflexivamente, as oportunidades e condicionantes materiais de um lugar como suporte para alternativas construtivas de futuros próximos e previsíveis, sem comprometer outros, mais ambiciosos que as gerações seguintes sejam mais capazes de escolher! ’

JOÃO GOMES da SILVA e JOÃO L. CARRILHO DA GRAÇA
PLANALTO

‘A nova área central da Portela, afirma-se como deslocação da continuidade natural de Lisboa para o extremo do planalto(...). O extenso vazio central configura um novo espaço público que articula os desejos de continuidade dos corredores ecológicos há muito planeados, na configuração de um intenso vazio, que se afirma em contraste com um intenso edificado que se dilui progressivamente até ao novo limite do planalto da Cidade, em domínio dos amplos vales agrícolas dos rios Trancão e Tejo.’

Excertos do texto original e imagens publicados no catálogo oficial.

A possibilidade/previsibilidade da saída do aeroporto da Portela nos próximos 12 anos exige definição de objectivos para o destino a dar a esse "enorme bocado de cidade".

Não deixa de ser também um motivo de entusiasmo para quem sonha com uma cidade com melhor ambiente urbano o que, entre outras coisas, significa melhor ar, melhor mobilidade, melhor urbanismo e natureza (plantas, animais, água, terra...) melhor integrada no seu interior.

Melhorar o ambiente urbano é um dos factores que tem sido decisivo para todas as cidades que têm contado/querem contar com a instalação de actividades de alta qualificação para se desenvolverem.

Seria bom que uma das premissas do desenho urbano e da filosofia da intervenção para a Portela pós novo aeroporto fosse a valorização e o reforço da estrutura verde, nomeadamente com a criação de percursos facilitando as deslocações a pé e de bicicleta, no interior do espaço (plano) e ligando o melhor possível grandes espaços verdes pré-existentes ( 1 - Viveiros Olivais/Vale do Silêncio; 2 - Áreas verdes de protecção da 2ª Circular/acessos a Bairro dos Olivais e Parque da Bela Vista; 3 - Mata de Alvalade; 4 - LNEC/Hospital Júlio de Matos; 5 - Quinta das Conchas; 6 - Parque Oeste; 7 - Parque Periférico/Coroa Periférica Urbana/ QQ. Coisa Verde Periférica).

O primeiro Plano Director de Lisboa, também conhecido por Plano De Groer (o seu autor/coordenador), sugeria que as zonas de protecção do aeroporto podiam servir como terrenos de jogos e de desportos. De pasto serviram certamente, por muitos bons anos.

Terrenos junto ao aeroporto da Portela, fotografados por Arnaldo Madureira e Artur Goulart, 1960, Arquivo Municipal de Lx

O Plano Director dos anos 60/70 considerava que se devia prever a desafectação dos terrenos em que se implantava o aeroporto, como possível e desejável.

O que é indiscutível é que esse cenário (que estranhamente, pouco interesse e debate provocou até agora) representa a possibilidade de dar um salto gigante na qualidade de vida de Lisboa (e não só) e de "coser" uma parte da cidade dividida por uma enorme infraestrutura.

Nota lateral: voo mais baixo, mas mesmo assim alto, seria conseguir acabar entretanto com dois dos maiores bairros de barracas ainda existentes (Qª da Serra e Bº da Torre - a vermelho), que marcam presença à saída da cidade.

A Vizinha Nespereira

Da janela traseira, acompanha-me a nespereira de sempre (desde que para aqui vim, em 1988) que continua, apesar de abandonada, resistente, a alimentar a passarada.


Há 2 anos, os vizinhos (do lado esqº) da vizinha árvore, ainda aproveitavam uma outra parte do logradouro para a sardinhada... rodeados de nêsperas

Agora, que a casa a que pertence irá para obras, temo que lhe reservem o destino das vizinhas laranjeiras (do lado dtº), arrancadas para dar lugar a um estacionamento!

Vão-se os pássaros, os gatos, os bichos, as folhas, a terra, para dar lugar à riqueza pobre.

Outra das boas ideias que vi posta em prática em Copenhaga, já desde o princípio dos anos 90 (antes da Eco-92 e da difusão/profusão "do" sustentável), foi a transformação de muitos destes logradouros, geridos e utilizados por todos os moradores. No caso deste mostrado a seguir, na Haderslevgade, a sul da Praça Enghave, o município teve a iniciativa de o renovar e "os residentes participaram activamente nesse trabalho para realizar a sua visão de um jardim ecologicamente sustentável. O jardim foi iniciado em 1988. Todo o lixo passou a ser separado e o orgânico transformado em composto usado no jardim, que se tornou um oásis verde na cidade." (Urban Ecology, Danish Town Planning Institute)

Por enquanto posso dar-me por feliz por ainda poder abrir todos os dias as janelas e ser uma festa ver a minha vizinha nespereira.

Depois de ter lançado o desafio para a participação no Festival de Árvores, não podia/quis deixar de participar também e falar na árvore que me está mais próxima. Não só pela importância que lhe dou mas mais ainda porque a má gestão dos logradouros tem continuado por toda a cidade e as consequências, apesar de pouco perceptíveis, são muito negativas. E mais um exemplo de oportunidades perdidas. (Próximo Festival a partir de 1 de Junho, em Arboreality)

Política de "POLIS"

11.04 - Última das conferências organizadas no âmbito da exposição “Viver as Cidades – Programa Polis” (ainda no Parque das Nações até dia 18)


Apresentada a Política de Cidades POLIS XXI, pelo secretário de estado/professor João Ferrão:
ambição, territórios-alvo, instrumentos de política, domínios de intervenção, tipologia de acções, beneficiários, fontes de financiamento, compromissos e avaliação, metas.....

2 destaques, pela relação com a temática destas páginas:

1 - Um dos três reptos colocados pela política de cidades a que este programa responde:

"Estimular novas formas de "governação", baseadas numa maior participação dos cidadãos, num envolvimento mais empenhado dos diversos actores urbanos - públicos, privados e associativos - e em mecanismos flexíveis de cooperação entre cidades e entre estas e os espaços envolventes."


2 - O exemplo escolhido para um objectivo que motive a criação de parcerias que promovam uma maior integração regional, à escala da cidade-região : "desenvolver acções para valorizar a estrutura ecológica"

As últimas duas conferências, por sinal dadas por dois dos Geógrafos mais creditados do país, chamaram a atenção para a importância da "estrutura de oportunidades". Conhecê-la, ampliá-la, aproveitá-la.

Quando menos carros = mais cidade


Obviamente que a receita não se aplica a toda a cidade, mas em certas áreas tem ganhos evidentes (raramente avaliados):

Jardim Braancamp Freire - Campo dos Mártires da Pátria - Campo Santana

JN 2006

Quando os carros libertam espaço, mesmo que seja aos poucos (por exº, primeiro extingue-se uma via de circulação automóvel, mais tarde diminui-se a largura de outra, muda-se o pavimento, impõem-se limites de velocidade de circulação) e quando se criam condições para que o espaço público resultante seja melhor usufruído pela população, dão-se bons passos para revitalizar (segundo o dicionário: tornar a insuflar vida, fazer revigorar) a cidade. A história do Jardim Braancamp Freire é/pode ser um bom exemplo.

Desenhar o espaço com bons sentidos

Mais referências para melhorar o espaço urbano


Designing small parks, a manual for adressing social and ecological concerns, Ann Forsyth and Laura Musacchio


"Small parks are too often relegated to the status of stepchild of municipal and metropolitan open-space systems because of assumptions that their small size and isolation limits their recreational capacity and makes them ecologically less valuable than large city and county parks. (...). Yet in an era of fiscal constraint and high urbanland values, small parks have much to offer."



Urban Open Space, Designing for user needs, Mark Francis


"Public interest and support will continue to expand for the preservation and development of urban space. Landscape architects will need to find ways to play a more central leadership role in this growing movement. To do so, they need to better use research advances in their design work. In addition, researchers must close gaps in their understanding of user needs such as the appropiate role of design and form in making comfortable and memorable places for people. Case studies are an effective way their influence can be expanded and projects made more sucessful. Continued research in the form of new case studies is needed to show how user needs can be effectively transleted into design. Programming, planning, design, and management based on human needs will be essential to the future development of open spaces as well as the growth of the profession."


XII Jornadas da Associação de Urbanistas Portugueses

27 a 29 de Outubro em Almada - Operacionalização dos Instrumentos de Gestão Territorial.
















JN



NOTAS:

"...pensa-se que se conhece tudo. Não. Há uma grande ignorância sobre o território. Era necessário estarmos em maior sintonia sobre o país que temos. (...)
... a sustentabilidade é física, económica, social e cultural. (...)
...devemos ter cada vez mais presente o conceito de estrutura de oportunidades,... a capacidade de acompanhar o tempo...
(Jorge Gaspar)

"... predomínio de uma visão de planeamento "em cascata", com sacrifício da lógica integradora entre os diferentes planos, (...) excessiva pormenorização do conteúdo dos planos, com a pretensa universalidade na tipificação dos instrumentos de gestão territorial, (...) procedimentos administrativos morosos e inadequados com opacidade de atribuições e sobreposição de competências... (...). É preciso, ao nível do sistema de planeamento, aceitar um processo de planeamento por integração progressiva de novos elementos, (...) agilizar e tornar mais eficientes os procedimentos administrativos de acompanhamento e operacionalização dos planos, (...) precisar o domínio de intervenção dos planos especiais no sentido de explicitar as condicionantes que devam ser observadas no ordenamento do território, (...) integrar a avaliação ambiental estratégica no próprio processo de planeamento, (...) reduzir o carácter impositivo dos PDM e diferenciar alterações e revisões, (...) agilizar a elaboração e simplificar o conteúdo dos planos de pormenor distinguindo-os de um projecto de urbanização, (...)
(F. Nunes da Silva)


"As Tecnologias de Informação Geográfica, nomeadamente a Detecção Remota e os Sistemas de Informação Geográfica, poderão ser entendidas como "plataformas" de ajuda à operacionalização dos instrumentos de gestão territorial, através do acesso à informação, à consulta e à participação da administração e dos cidadãos..."
( Tecnologias de Informação Geográfica e Gestão do Território, José António Tenedório)

" A monitorização é uma tarefa essencial para a boa operacionalização dos Instrumentos de Gestão Territorial cujos principais atributos têm a ver com a capacidade de avaliar (existência de um referencial, de estabelecer níveis de qualidade e de aspiração, de capacidade de medir e de julgar), com temporalidade (avaliação in continuum), com informação (retroação) e com respostas consequentes (orientação para a acção). (...) Implica pragmatismo - não se pode monitorizar tudo - e definir bem onde se quer chegar - para obter resultados que alimentem o processo... (...)"
(Metodologias de Monitorização, Jorge Batista e Silva)


"A adopção de uma visão diferente sobre o processo de ordenamento e planeamento territorial (implicando novos modos de integrar os cidadãos neste processo) é necessária para que se possa alcançar um efectivo envolvimento da população, quer no terreno, quer a outras escalas de intervenção (e.g. formulação de políticas e programas, processos de monitorização dos Instrumentos de Gestão Territorial)."
(Processos participativos - Slogan ou necessidade, Clara Landeiro)

"É a gestão directa do território urbano que mais determina a qualidade do resultado produzido no desenvolvimento do espaço urbano. Daí que, quaisquer medidas a implementar com vista à melhoria do sistema, deverão agir fundamentalmente sobre o processo de gestão.
Temos planos directores mas não temos planos intermédios onde se faça a prévia avaliação integrada e a concertação de interesses e faz-se a gestão apenas com projectos apresentados pelos particulares. (...)
Não pode haver gestão territorial sem um completo e coerente corpo ou sistema de gestão. O plano é apenas o modelo de referência, é a representação do que se deseja e de nada servirá sem uma estrutura e mecanismos organizativos que assegurem a sua gestão e sua execução até à concretização das suas propostas."
(Planeamento e Gestão Minicipal do Território. O que falta?, Luís Grave)


Repensar os Parques Urbanos

Mais um livro, dos States, sobre as qualidades mais importantes dos parques públicos



Rethinking Urban Parks: Public Space and Cultural Diversity, Setha Low, Dana Taplin, Suzanne Scheld

Bem a propósito, depois da semana do roteiro para a inclusão.

"...cultural diversity, utilized effectively and honestly, leads to a more democratic practices and peaceful relationships between people within a locality especially if all groups are treated equally with respect for their needs, desires, and adequate space and resources for work, home, and recreation"


Visita guiada ao Conjunto urbano de NOVA OEIRAS

Pelos Arquitectos José Manuel Fernandes e Gonçalo Ribeiro Telles no âmbito do ciclo "obra aberta", organizado pela Ordem dos Arquitectos - 30 de Setembro

JN, 2006

"O Bairro de Nova Oeiras, situado na vila de Oeiras, é um dos conjuntos urbanos mais emblemáticos do chamado Urbanismo Moderno em Portugal, movimento que nas décadas a seguir à II Guerra Mundial, seguiu os princípios da Carta de Atenas do Urbanismo (...) é também um dos planos urbanísticos, quase completamente realizados na prática, menos conhecidos e menos divulgados no nosso país. Pela sua qualidade e valor urbanístico e arquitectónico - e, porque não, já histórico (vai passando meio século sobre os primeiros estudos) - bem como pelo seu significado para a comunidade que o vive e usa, merecerá melhor divulgação e mais conhecimento, por forma a permitir a sua correcta protecção, manutenção e evolução. (...)
(...) a intervenção de Ribeiro Telles foi uma pedra essencial na estrutura e imagem do conjunto do bairro, além de ter constituído um dos seus primeiros trabalhos profissionais."


A Moderna Nova Oeiras, José Manuel Fernandes in CAETANO, Joaquim (coord.), A Utopia e os Pés na Terra - Gonçalo Ribeiro Telles, 2003