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Ecocity World Summit 2009







Urban Ecological Foundations for Climate Solutions         ecocity2009.com

"Cities Can Save the Earth" e "Peace on Earth, Peace with Earth" são lemas deste encontro

Get the city right and everything else has a chance. It's big. It's basic. If our built environment is well organized and well designed, we can go a long way toward solving transport, energy, biodiversity, agricultural and climate problems. This is a rare insight in today's econmoic and environmental debate. It is crucial and this conference is putting it forward at a time of historic necessity.

Why cities?

Cities cover less than 1% of the earth's surface but are responsible for up to 75% of the world's greenhouse gas emissions. With more than 50% of the world's population living in cities (set to reach 60% by 2030), there is a ripe opportunity for humanity to reconsider the way we approach the built environment.

Reasons to Attend

Cities are complex, and enacting meaningful change while working with multiple constituencies can be filled with setbacks and frustration. What are the key ingredients for a successful plan that, after months and even years of work, doesn’t end up gathering dust on the shelf or become so watered down that the original vision is lost? What are the basic principles of ecocity design, planning and implementation, and how do they apply to already built out cities as well as new ecocity projects and proposals? Find out how ecocity practitioners — from architects, planners, designers and community organizers to government and political leaders — pull together the right teams of people with good ideas and get their projects up and running, in many cases with limited financial resources and sometimes despite a mountain of political opposition.

Lisboa e Austin lançam Rede Internacional de Cidades Criativas

in ambiente online

Foi ontem lançada, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Rede Internacional de Cidades Criativas, num evento promovido pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa.
Na conferência esteve também presente Will Wynn, ex-mayor da cidade de Austin, no Texas. Para integrar esta rede, para além das cidades de Austin, no Texas, e Lisboa, serão convidados municípios nacionais e internacionais, como Barcelona, Amsterdão, Helsínquia ou Madrid.
De acordo com António Câmara, director nacional do Programa UT Austin-Portugal, a Rede Internacional de Cidades Criativas tem quatro principais objectivos: promover a troca de informação entre sistemas de governação; promover o intercâmbio entre universidades; fomentar a alternância de eventos culturais; e agregar indústrias criativas. António Fonseca Ferreira, presidente da CCDR-LVT, lembrou que Lisboa foi já protagonista na “primeira globalização” (Descobrimentos) e que, por isso, pode igualmente ser protagonista na segunda, tendo em conta a sua localização geográfica, o seu património e os seus relacionamentos históricos.



Austin investe na qualidade de vida


António Câmara reforçou igualmente a ideia de que vivemos «uma época tão virtuosa como há 500 anos» e elogiou a cidade de Austin, onde se vive «um ambiente de abertura, empreendedorismo e energia». Austin é a 14ª maior cidade dos EUA, com 7,8 milhões de habitantes. No entanto, disse Will Wynn, «Austin não parece uma grande cidade, uma vez que, ao invés de construirmos grandes infra-estruturas, como portos ou aeroportos, investimos na protecção da qualidade de vida».
Por isso, a cidade tem «água e ar limpos», não tem indústrias poluidoras, apostou na criação dos espaços verdes e de lazer, e facilita a realização de eventos culturais, principalmente festivais de música ao vivo, ou a realização de filmes na cidade. «Reduzimos os custos a quem faz as coisas, para que os eventos possam crescer. Uma cidade “divertida” é uma cidade que terá um maior crescimento económico», disse. A principal atracção turística de Austin é a sua comunidade urbana de morcegos, a maior do mundo, para além do conhecido festival 'South by Southwest'.
Apesar da crise mundial, Austin continua com um crescimento positivo do emprego. A cidade detém ainda a sua própria companhia de produção de electricidade, que gera 3000 MW diários.
Cerca de 12 por cento da energia provém já de fontes renováveis, maioritariamente eólica, e 28 por cento do nuclear. Em construção está uma central solar fotovoltaica e uma central a biomassa. O objectivo é ter 30 por cento de electricidade proveniente de fontes renováveis em 2030, e, em 2012, todos os edifícios novos terão de ser “zero energia”. A cidade instalou ainda um sistema de distribuição de água fria, que aproveita a energia renovável excedente, para os sistemas de ar condicionado.



União pelo ambiente urbano

Dia da União Europeia (57 anos de vida) / Dia 0 em Lisboa

Boa altura para relembrar a "Resolução legislativa do Parlamento Europeu sobre uma estratégia temática sobre ambiente urbano" aprovada em Setembro de 2006.

Que, entre muitas outras coisas:

Considera que a Comissão - em cooperação com as autoridades nacionais - deve incentivar todas as aglomerações com mais de 100 000 habitantes a elaborarem um plano de gestão urbana sustentável (PGUS) e um plano de transportes urbanos sustentáveis (PTUS);(§7)

Salienta que os cidadãos, as ONG, as associações empresariais e outras partes interessadas devem ser associadas à preparação dos PGUS, planos esses que devem ser colocados à disposição do público; considera, além disso, que a avaliação regular dos progressos realizados e a divulgação dos resultados de tais avaliações são igualmente essenciais;(§11)

Convida a Comissão a propor um objectivo para espaços verdes per capita em novas zonas de desenvolvimento urbano e considera que esse objectivo deve ser incluído nos PGUS, por forma a impedir qualquer redução dos espaços verdes em zonas urbanas que não atinjam este objectivo;(§13)

Insta os Estados-Membros a conferirem prioridade, no âmbito dos seus quadros de referência estratégicos nacionais e dos seus programas operacionais, ao financiamento de projectos que implementem planos de gestão urbana e de transporte sustentáveis, assim como a projectos que limitem a construção em espaços não urbanizados e promovam a construção em terrenos industriais abandonados, e a promoverem a plantação de árvores nas ruas e a concepção de mais zonas verdes;(§14)

Salienta igualmente a dimensão social de um planeamento urbanístico sustentável e recomenda a promoção geral da qualidade de vida nos centros urbanos, adoptando uma abordagem holística (em particular social, cultural e ambiental);(§36)

Propõe que o planeamento urbano inclua uma maior oferta de espaços verdes e que, nos processos de expansão e de novas urbanizações, se deixe amplos espaços naturais, a fim de facilitar o convívio dos cidadãos com a natureza; (§38)


notícias: Parl. Europeu ; diário digital

Com mais ou menos incentivos, cabe às administrações municipais fazerem o trabalho fundamental.
Era bom ter Lisboa a marcar pontos neste capítulo.


Foi ontem aprovada por unanimidade pela Comissão Permanente para o Acompanhamento da Revisão do Plano Director Municipal da Assembleia Municipal de Lisboa uma recomendação para integrar o Plano Verde de Gonçalo Ribeiro Telles no processo de revisão do Plano Director Municipal em curso.

Em Portugal, foi um trabalho pioneiro, em termos de planeamento, nomeadamente ao introduzir a figura de Estrutura Ecológica Urbana, só contemplada na legislação a partir do novo regime jurídico aprovado em 1999.

Sendo um documento que já está na adolescência (tem mais de 14 anos), espera-se que nos próximos anos o possam(os) tornar um adulto mais desenvolvido e realizado (apesar de não ter tido uma infância muito feliz!)


Camões Park(ing)

A iniciativa de instalar relva no Largo de Camões, na semana da nossa Primavera, para além de permitir a muita gente disfrutar melhor desta praça do coração da capital, comprova a importância de alguns aspectos fundamentais que caracterizam os bons espaços públicos (que estão, obviamente, interligados):

lugares para estar (em pé, sentado, deitado ...) / sol e sombras / conforto / socialização / actividades

a forma como está feita a exposição dos painéis com fotografias de Maria da Conceição Neupharth (dos murais revolucionários do pós 25 de Abril), que são transportados pelo Largo, ao encontro de quem pára, mais do que diferente, é uma bela maneira de tocar nas pessoas.



É caso para dizer: Todos ao Camões!

(Contra o Pavimento/Ofensiva Natural) ----------- just joking!!!

Fotos de hoje, às 14 e 30

Muitas palmas para quem ajudou a realizar esta iniciativa, no CEM, na CML,....

Para fazer pensar mais na qualidade e no tipo de espaços públicos que temos, que querem(os), que fazem(os)...

Mais referências ao acontecimento: CEM (pdf); Notícia JN; mildio; janela - vejo; ultraperiferico; cronicas da lavandaria; o verdete; mulher bala; mmux; acrfenitaleiria; maosverdes; benny bunny; invisiblered;

Histórias parecidas já aqui vistas: Park(ing)- S. Francisco e "The subversive architects - Londres"

Jardin.ando com vídeos - 3

fonte

Ainda sob o mote da natureza em movimento, mas neste caso através da acção de um grupo de cidadãos de S. Francisco (Rebar), um trailer sobre a "instalação" (em 16 de Novembro de 2005) de um pequeno espaço verde num lugar de estacionamento, brincando com o duplo significado de "parking"

1 - Park(ing) 1 (1.52 min.) disponível desde 23 de Novembro de 2006

2 - Park(ing) 2 (4 min) disponível no site dos "fundadores" da ideia

a ideia foi adoptada no ano seguinte por muitos outros grupos que, no dia internacional sem carros e utilizando apenas meios de transporte movidos a "energia humana", instalaram vários espaços semelhantes

Este vídeo está disponível, ao lado de muitos outros, nesta página da NYC Streets Renaissance, uma organização que promove, com diversas acções, o melhor aproveitamento da rua como espaço público por excelência, defendendo que "se continuarmos a planear as nossas ruas para os carros e para o tráfico, teremos mais carros e mais tráfico, pelo contrário, se começarmos a planear as nossas cidades para as pessoas e para os lugares, teremos mais pessoas e mais lugares" . Parece óbvio...

3 - Park(ing) 3 (6.51 min.) disponível na Street Films Video Gallery

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As hortas urbanas continuam (e, certamente, continuarão) a ser assunto de notícia, de debate e também de projectos.

Estes documentos mostram algumas experiências sobre o assunto, sempre interessantes de conhecer, até porque em todo o lado, as vantagens e os problemas têm muito em comum.
Percebe-se que é necessário alguma organização ..... e que a articulação com a administração local funcione positivamente. É um facto que há municípios que já reconheceram as vantagens e são eles próprios a estimularem estes projectos, como é o caso de Paris e de Vancouver.


Em "Oaklands" acompanhamos a descrição de um "jardim comunitário" por uma das suas dinamizadoras. Mais informação em: oaklandsol.org

4 - Oakland's Sol (5,21 min.) disponível desde 30 de Agosto de 2006

"Brooks Park Art" é uma descrição de um parque comunitário em São Francisco por Peter Vaernet, um dos seus principais mentores. Educação ambiental, ecologia urbana, artes plásticas, desportos, são algumas das múltiplas actividades que o parque suporta. Lugar de socialização, contribuindo para o reforço do sentido de comunidade do bairro, é mais um exemplo de um modelo de espaços verdes com muitas virtualidades e custos de manutenção reduzidos.

5 - Brooks Park Art (8.31 min.) disponível desde 18 de Janeiro de 2007

Em "Friends of Brook Green Team Mentoring Program" é apresentado um "jardim comunitário" por um dos jovens que nele participa, através de um projecto centrado na função pedagógica e social que estas hortas urbanas podem desempenhar.

6 - Friends of Brook Green Team Mentoring Program (6.56 min.) disponível desde 24 de Agosto de 2006


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"Hortas em Londres e Jogos Olímpicos" é uma reportagem sobre as hortas existentes numa área de Londres que, desde os anos 80, começou a ser reabilitada e que vai receber várias infraestruturas para os jogos olímpicos de 2012. Foram feitas propostas para mudarem de sítio e estiveram para ser todas "desactivadas". A situação final ainda não está definida. Um exemplo de conflitualidade resultante da competição pelo espaço e que se tem repetido noutras cidades. Um problema que o planeamento urbano deve ajudar a resolver. A acompanhar.

Blog sobre o assunto:lifeisland

7 - Hortas em Londres e Jogos Olímpicos (8.20 min.) disponível desde 20 de Dezembro de 2006


fonte

Mais informações sobre os jardins comunitários em Vancouver: Jardins de bairro (onde está também o “MOBY”, documentado num dos vídeos aqui postos em 12 de Março e sobre o qual há mais informação neste link)

Em Paris, desde há cerca de 6 anos têm sido criados vários destes jardins, continuam a nascer mais e muitos utilizam as páginas da Web para divulgarem as suas actividades. Aliás, a criação dessas páginas tem sido apoiada para facilitar a comunicação entre os participantes e para criar uma rede de projectos semelhantes que permita a troca de experiências. Uma sorte para quem quer perceber melhor o que fazem, e todo "o processo" de criação de uma iniciativa deste tipo.

Ainda um blog sobre os Jardins partagés de Paris ( jardins partagés ) e um site com muita informação sobre este assunto (jardinons.com) .



Extra - Ralph Towner - Jamaica Stopover e Veldt (estepe)

Um criativo jardineiro de sons, guitarrista de referência, que conheci através do nosso, de "igual calibre", José Peixoto