Carnaval no Rio...
Neste Carnaval viaja-se até ao Rio de Janeiro, nas páginas dos serviços municipais responsáveis pela gestão dos espaços verdes da capital carioca – Fundação Parques e Jardins. Não se ouve samba nem se vêm desfiles mas, para além de informações sobre os parques existentes e alguns dos projectos em curso, encontram-se dados respeitantes à cronologia do Campo Santana, o maior e mais antigo jardim da área central da cidade, que comparados com informações relativas ao nosso homónimo, hoje designado por Jardim Braancamp Freire ou Campo dos Mártires da Pátria, revelam semelhanças e diferenças curiosas - um pouco como comparar o Carnaval em Lisboa e no Rio.
Estátuas no(s) Campo(s) Santana:
Dr. Sousa Martins - Lisboa (Foto de JN) e A Justiça - Rio de Janeiro (Foto do site da Fundação)
Campo Santana do Rio de Janeiro (RJ) e
Campo Santana de Lisboa (Lx)
(RJ) Maior área verde do centro da cidade
Lx) É o maior espaço verde de acesso público livre, da área histórica mais central
(RJ) Tem 15,52 ha
(Lx) Tem 2,2 ha
(RJ) Construído entre 1873 a 1880
(Lx) O topo norte começou a ser transformado em jardim em meados do século XIX e o restante espaço no último quartel do séc. XIX. Posteriormente o jardim sofreu várias alterações.
(RJ) Por sua importância histórica, foi tombado (classificado) em 1968, pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural
(Lx) Em 1968 são classificadas como de interesse público, todas as árvores existentes, apesar de algumas já o terem sido em 1947. Toda a praça é classificada como Imóvel de Interesse Público em 1996.
(RJ) Tem patos, gansos e pavões. Um gatil.
(Lx) Tem patos, gansos e pavões. Galinholas, muitos pombos.
(RJ) No Campo de Santana está situada a sede da Fundação Parques e Jardins
(Lx) Tem no seu interior instalações de apoio aos jardineiros do serviço de jardins.
(RJ) Tem muita estatuária.
(Lx) Tem um busto do Índio Garcilaso de la Vega, uma placa em memória do General Gomes Ferreira e seus correlegionários, assassinados neste local e a estátua do Dr. Sousa Martins.
(RJ) Aberto todos os dias, entre as 9 e as 17 horas.
(Lx) De acesso livre.
Apesar das diferenças significativas entre os dois espaços (área, delimitação, estatuária) há semelhanças interessantes, quase que a pedirem uma geminação.
Atrás dos livros, com jardins e pessoas...
Foto da página de pesquisa da biblioteca da FCG
Depois de algumas consultas na Biblioteca com a mais agradável sala de leitura de Lisboa (do mundo?), uma tarde memorável:
"FESTA DOS LIVROS: APRESENTAÇÃO DE OBRAS “OS EDÍFICIOS” E “O JARDIM”, 7 de Dezembro, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian
Marcelo Rebelo de Sousa apresenta no dia 7 de Dezembro, às 18h, na Festa dos Livros Gulbenkian, as obras “Os Edifícios” e “O Jardim” Gulbenkian, da autoria de Ana Tostões e Aurora Carapinha, sobre o património paisagístico e arquitectónico da Fundação. Antes do lançamento, haverá duas conferências e um debate sobre o tema.O programa inicia-se às 15h, com uma mesa redonda, em que participam os arquitectos paisagistas autores do projecto do jardim, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto, o engenheiro coordenador da obra, Alderico Santos Machado, e o artista que colaborou no projecto de arquitectura de interior do museu, Rogério Ribeiro. As autoras vão moderar o debate. Seguem-se duas conferências: “Homenagem a um monumento vivo”, às 16h30, por Maristella Casciato, presidente da Docomomo Internacional e professora na Universidade de Bolonha; e “Arcádia Urbana”, reflexão de Marc Treib, professor de arquitectura na Universidade da Califórnia em Berkeley. "
Desenhar o espaço com bons sentidos
Designing small parks, a manual for adressing social and ecological concerns, Ann Forsyth and Laura Musacchio
"Small parks are too often relegated to the status of stepchild of municipal and metropolitan open-space systems because of assumptions that their small size and isolation limits their recreational capacity and makes them ecologically less valuable than large city and county parks. (...). Yet in an era of fiscal constraint and high urbanland values, small parks have much to offer."

Urban Open Space, Designing for user needs, Mark Francis
"Public interest and support will continue to expand for the preservation and development of urban space. Landscape architects will need to find ways to play a more central leadership role in this growing movement. To do so, they need to better use research advances in their design work. In addition, researchers must close gaps in their understanding of user needs such as the appropiate role of design and form in making comfortable and memorable places for people. Case studies are an effective way their influence can be expanded and projects made more sucessful. Continued research in the form of new case studies is needed to show how user needs can be effectively transleted into design. Programming, planning, design, and management based on human needs will be essential to the future development of open spaces as well as the growth of the profession."





