A Cidade Ideal...deve ter alamedas verdes
Notícia no Guardian e vídeo com depoimento do autor da proposta, Ma Yansong, um dos mais importantes jovens arquitectos chinês, que quer tornar a praça num parque "criando um ambiente mais limpo e calmo". Criada depois de Mao tomar o poder, em 1949, copiando a Praça Vermelha de Moscovo "foi desenhada para paradas militares e para os grandes ajuntamentos públicos". Para grande parte dos habitantes de Pequim a praça é árida, feia e pouco agradável.
“COMO SERIA A LISBOA IDEAL?”
"Alkantara e ZDB convidaram os habitantes de Lisboa, de todas as idades e profissões, a repensar o âmbito em que trabalhamos e vivemos. Como seria a Lisboa ideal? O que há de bom na nossa cidade? O que deveria mudar? Há coisas concretas que todos nós podemos fazer? Será que o nosso comportamento deve mudar? Ou a organização do tecido urbano? Precisamos de mais parques e jardins, transportes públicos, bibliotecas, escolas, teatros, campos de futebol, museus...? Ou precisamos sobretudo de menos? Menos carros, menos poluição, menos obras...?
(...) Lisboa Ideal visa juntar ideias para o futuro"
Ontem apresentaram-se ideias, caminhos, perigos...
Este é um dos locais da cidade que precisa de intervenções que melhorem o espaço público. A cidade e a actividade comercial vive de pessoas e as pessoas também vivem nas ruas. Mas neste caso, vivem mal.
A propósito, um interessante estudo de Hélène Fretigné, coordenado por Manuel João Ramos - Uma Praça Adiada: Estudo de Fluxos Pedonais na Praça do Duque de Saldanha e a recensão publicada no Público (ambos PDF's descarregáveis)
Camões Park(ing)
A iniciativa de instalar relva no Largo de Camões, na semana da nossa Primavera, para além de permitir a muita gente disfrutar melhor desta praça do coração da capital, comprova a importância de alguns aspectos fundamentais que caracterizam os bons espaços públicos (que estão, obviamente, interligados):
lugares para estar (em pé, sentado, deitado ...) / sol e sombras / conforto / socialização / actividades
a forma como está feita a exposição dos painéis com fotografias de Maria da Conceição Neupharth (dos murais revolucionários do pós 25 de Abril), que são transportados pelo Largo, ao encontro de quem pára, mais do que diferente, é uma bela maneira de tocar nas pessoas.É caso para dizer: Todos ao Camões!
(Contra o Pavimento/Ofensiva Natural) ----------- just joking!!!
Fotos de hoje, às 14 e 30
Muitas palmas para quem ajudou a realizar esta iniciativa, no CEM, na CML,....
Para fazer pensar mais na qualidade e no tipo de espaços públicos que temos, que querem(os), que fazem(os)...
Mais referências ao acontecimento: CEM (pdf); Notícia JN; mildio; janela - vejo; ultraperiferico; cronicas da lavandaria; o verdete; mulher bala; mmux; acrfenitaleiria; maosverdes; benny bunny; invisiblered;
Histórias parecidas já aqui vistas: Park(ing)- S. Francisco e "The subversive architects - Londres"
Natureza urbana em movimento - 2
... e no meio do movimento.
Av. Almirante Reis, 30.03.07
Av. Almirante Reis, 1907 (Joshua Benoliel) e Av. Almirante Reis, 03.04.2007 (J. Daniel)
Há 100 anos, passeios laterais mais estreitos, separador central mais largo... outro movimento.
"A concepção de uma rua é o desejo de concretizar ideias e imagens que o sítio e o programa inspiram ao urbanista. Para além dos aspectos estritamente técnicos é preciso o gesto que dá alma à rua."
Normas urbanísticas, vol. II, Sidónio Pardal
esta é uma das Avenidas carentes de gestos assim.
Quando menos carros = mais cidade
Obviamente que a receita não se aplica a toda a cidade, mas em certas áreas tem ganhos evidentes (raramente avaliados):
Jardim Braancamp Freire - Campo dos Mártires da Pátria - Campo Santana
Quando os carros libertam espaço, mesmo que seja aos poucos (por exº, primeiro extingue-se uma via de circulação automóvel, mais tarde diminui-se a largura de outra, muda-se o pavimento, impõem-se limites de velocidade de circulação) e quando se criam condições para que o espaço público resultante seja melhor usufruído pela população, dão-se bons passos para revitalizar (segundo o dicionário: tornar a insuflar vida, fazer revigorar) a cidade. A história do Jardim Braancamp Freire é/pode ser um bom exemplo.
Jardinar com Vídeos
Um pouco na sequência do post anterior, valorizando a difusão de informação, cria-se uma “videoteca” (ou seja uma recolha de links) de documentos vídeo de alguma forma relacionados com o planeamento e a gestão dos espaços verdes das grandes cidades. A abrangência temática será grande, tendo em conta que a quantidade de material conhecido e disponível não é, para já, muito abundante.
Propõe-se que, com uma regularidade mensal (às segundas segundas-feiras) sejam colocados links para o visionamento de alguns vídeos, juntamente com pequenos comentários de apresentação.
É guardada a referência a cada documento na respectiva secção de links (Videoteca), enquanto a fonte os mantiver disponíveis.
- Clicar no título para iniciar visionamento -
1 - Friends of the High Line - 1 (7.05 min.) disponível desde hoje
2 - Friends of the High Line - 2 (6.22 min) - disponível desde 27.11.06

Friends of the High Line apresentam um conjunto de depoimentos (alguns repetidos) sobre o projecto de transformação duma linha de comboio desactivada num parque linear, que inclui a criação de um vasto conjunto de equipamentos na sua proximidade e que está a revitalizar toda a área envolvente, no centro de Manhattan. A sua destruição esteve iminente no final de 2001 mas foi evitada pela preserverança dos "Friends of the High Line", criados em 1999 para promover a sua recuperação, entretanto assumida e apoiada também pela administração da cidade.
3 - Friends of the High Line - NY 1 (3.02 min.) - disponível desde hoje
Notícia de 22.10.2004 no canal local NY 1.
4 - Friends of the High Line - CBS (2.13 min.) - disponível desde hoje
Notícia de 6.10.2004 no canal CBS.
5 - The subversive architects (7.09 min.) - disponível desde 08.02.07


Fotos em *
O que é a cidade? O que deve ser? Como pode ser melhorada?
"The subversive architects" documenta uma transformação temporária de um espaço público de Londres, encomendada à equipa de arquitectos “office for subversive architecture” , que aqui realiza uma intervenção que tem como um dos principais objectivos suscitar a discussão e a reflexão sobre a qualidade do espaço urbano. “Melhorar um espaço significa também que as pessoas começem a pensar nele...”.
Extra - Jack in the Green
(2.31 min.) - disponível desde 08.06.06
Jack in the Green é o nome de uma canção dos Jethro Tull, do albúm “Songs from the Wood” , gravada em 1977 e aqui apresentada num espectáculo ao vivo no ano seguinte. Jack in the Green era uma das personagens das tradicionais festas inglesas de Maio, representada com uma cobertura de folhas piramidal ou cónica e simbolizando um espírito protector da floresta. Por reprovação dos Vitorianos, no século XIX, foi-se perdendo o hábito de incluí-la nas referidas festividades. (deixou de estar disponível - alterado para outro registo, com 2.33 min., de 1982, disponível desde 23.03.2007)
Parques Urbanos - Paris
Para os seres humanos, a natureza é rejuvenescedora. Afinal, a nossa espécie não floresceu numa paisagem urbana, mas em florestas e pradarias selvagens. Os nossos ouvidos não foram talhados para o grito penetrante das sirenes, mas para escutarem o discreto arranhar das patas de um predador e o uivo do vento a avisar mudança de tempo. Apurámos os nossos olhos para seleccionar não os monótonos matizes de cinzento da cidade, mas as delicadas tonalidades de amarelo-dourado, verde-azeitona e grená que assinalavam a existência de fruta madura e de folhas tenras. Quanto aos nossos cérebros, desenvolveram-se para satisfazer, com sensações de profundo prazer, os esforços dos nossos sentidos.
Terá sido por esta razão que os cidadãos de Paris se esforçam tanto por reaproveitar espaços urbanos mortos e quarteirões ao abandono, transformando-os em locais verdejantes e cheios de vida?
in Pulmões Urbanos, Jennifer Ackerman, National Geographic - Portugal, Outubro 2006 notícia na National Geographic Portugal















