Camões Park(ing)

A iniciativa de instalar relva no Largo de Camões, na semana da nossa Primavera, para além de permitir a muita gente disfrutar melhor desta praça do coração da capital, comprova a importância de alguns aspectos fundamentais que caracterizam os bons espaços públicos (que estão, obviamente, interligados):

lugares para estar (em pé, sentado, deitado ...) / sol e sombras / conforto / socialização / actividades

a forma como está feita a exposição dos painéis com fotografias de Maria da Conceição Neupharth (dos murais revolucionários do pós 25 de Abril), que são transportados pelo Largo, ao encontro de quem pára, mais do que diferente, é uma bela maneira de tocar nas pessoas.



É caso para dizer: Todos ao Camões!

(Contra o Pavimento/Ofensiva Natural) ----------- just joking!!!

Fotos de hoje, às 14 e 30

Muitas palmas para quem ajudou a realizar esta iniciativa, no CEM, na CML,....

Para fazer pensar mais na qualidade e no tipo de espaços públicos que temos, que querem(os), que fazem(os)...

Mais referências ao acontecimento: CEM (pdf); Notícia JN; mildio; janela - vejo; ultraperiferico; cronicas da lavandaria; o verdete; mulher bala; mmux; acrfenitaleiria; maosverdes; benny bunny; invisiblered;

Histórias parecidas já aqui vistas: Park(ing)- S. Francisco e "The subversive architects - Londres"

5 comentários:

h disse...

sem dúvida uma bela iniciativa! Não consegui foi apanhar a divulgação dos cartazes...ouvi dizer que já se promoveram uns pic-nics e tudo!

gostei de descobrir este cantinho

até breve

Jardineira aprendiz disse...

Afinal sempre fui hoje fotografar a tal árvore protegida, se tiver curiosidade está no meu blog.

Jardineira aprendiz disse...

Olá, respondendo ao último comentário, a tentativa mais efectiva foi com idosos de uma instituição, mas não resultou, porque nas zonas rurais as pessoas acham (ou estes achavam) que a reforma não é para mexer na terra, porque muitos o fizeram toda a vida (e muitos o consideravam desprestigiante!) Só um aderiu! Acabámos por fazer só os jardins da instituição.

Foi há cerca de dez anos, suponho que agora a mentalidade está um pouco diferente, e creio que será mais fácil nos meios urbanos, em que as pessoas estão mais sensibilizadas para a jardinagem, está na moda!

Ver disse...

E aquela iniciativa original de matar 97 árvores no Campo Pequeno, não merece aqui um comentário?

Jardinando disse...

Não conheço o projecto e os aspectos técnicos que sustentam (ou não) as decisões e a forma como se está a intervir no jardim. Acho este exemplo muito significativo da cada vez maior necessidade da administração (neste caso a CML) apresentar previamente estes projectos, justificá-los, se possível, discuti-los. Principalmente nestes casos relativos ao espaço público, a participação da população tem resultados positivos. O caso do Jardim Braancamp Freire e da Quinta das Conchas são disso exemplos recentes. Infelizmente, ainda vivemos num ambiente de desconfiança de parte a parte. Claro que parte da administração dar passos decisivos para ultrapassá-lo.