Camões Park(ing)

A iniciativa de instalar relva no Largo de Camões, na semana da nossa Primavera, para além de permitir a muita gente disfrutar melhor desta praça do coração da capital, comprova a importância de alguns aspectos fundamentais que caracterizam os bons espaços públicos (que estão, obviamente, interligados):

lugares para estar (em pé, sentado, deitado ...) / sol e sombras / conforto / socialização / actividades

a forma como está feita a exposição dos painéis com fotografias de Maria da Conceição Neupharth (dos murais revolucionários do pós 25 de Abril), que são transportados pelo Largo, ao encontro de quem pára, mais do que diferente, é uma bela maneira de tocar nas pessoas.



É caso para dizer: Todos ao Camões!

(Contra o Pavimento/Ofensiva Natural) ----------- just joking!!!

Fotos de hoje, às 14 e 30

Muitas palmas para quem ajudou a realizar esta iniciativa, no CEM, na CML,....

Para fazer pensar mais na qualidade e no tipo de espaços públicos que temos, que querem(os), que fazem(os)...

Mais referências ao acontecimento: CEM (pdf); Notícia JN; mildio; janela - vejo; ultraperiferico; cronicas da lavandaria; o verdete; mulher bala; mmux; acrfenitaleiria; maosverdes; benny bunny; invisiblered;

Histórias parecidas já aqui vistas: Park(ing)- S. Francisco e "The subversive architects - Londres"

(M)YDreams: uma revolução demo-crática


Demo de povo e de demonstração, não de demónio.


Baseado em programas como o «Google Earth» e «SimCity»




vai lançar projecto virtual «WikiLisboa»

«Lisboa pode ser um caso exemplar de uma cidade colaborativa....a Internet passou a permitir a exploração e interpretação de informação ao nível da monitorização ambiental, emergências, manifestações políticas e entretenimento... este tipo de jogos ainda estão na sua infância, mas vão ser definitivos no futuro a nível de planeamento urbano» adiantou o CEO da YDreams

extracto de Notícia (agencia financeira)
É o que se pode considerar, uma ideia mobilizadora.

As ferramentas de visualização podem ser um instrumento poderoso para uma "revolução" que nos faz falta: aprendermos a ser mais cooperativos.

Os parques e os jardins públicos são espaços privilegiados para ajudar a promover a participação pública e implementar uma experiência como esta.

Pela voz de quem sabe do que fala e fala do que viu: "Urban parks are especially good arenas for cooperation between municipal government and the citizenry"

Elizabeth Barlow Rogers, President of the Cityscape Institute, and former President of the Central Park Conservancy

Margarida i-mobilizada

JN, jardim do Torel, 7.04.07

Com a lente da minha máquina, i-mobilizada entre as demais.

Política de "POLIS"

11.04 - Última das conferências organizadas no âmbito da exposição “Viver as Cidades – Programa Polis” (ainda no Parque das Nações até dia 18)


Apresentada a Política de Cidades POLIS XXI, pelo secretário de estado/professor João Ferrão:
ambição, territórios-alvo, instrumentos de política, domínios de intervenção, tipologia de acções, beneficiários, fontes de financiamento, compromissos e avaliação, metas.....

2 destaques, pela relação com a temática destas páginas:

1 - Um dos três reptos colocados pela política de cidades a que este programa responde:

"Estimular novas formas de "governação", baseadas numa maior participação dos cidadãos, num envolvimento mais empenhado dos diversos actores urbanos - públicos, privados e associativos - e em mecanismos flexíveis de cooperação entre cidades e entre estas e os espaços envolventes."


2 - O exemplo escolhido para um objectivo que motive a criação de parcerias que promovam uma maior integração regional, à escala da cidade-região : "desenvolver acções para valorizar a estrutura ecológica"

As últimas duas conferências, por sinal dadas por dois dos Geógrafos mais creditados do país, chamaram a atenção para a importância da "estrutura de oportunidades". Conhecê-la, ampliá-la, aproveitá-la.

Jardin.ando com vídeos - 3

fonte

Ainda sob o mote da natureza em movimento, mas neste caso através da acção de um grupo de cidadãos de S. Francisco (Rebar), um trailer sobre a "instalação" (em 16 de Novembro de 2005) de um pequeno espaço verde num lugar de estacionamento, brincando com o duplo significado de "parking"

1 - Park(ing) 1 (1.52 min.) disponível desde 23 de Novembro de 2006

2 - Park(ing) 2 (4 min) disponível no site dos "fundadores" da ideia

a ideia foi adoptada no ano seguinte por muitos outros grupos que, no dia internacional sem carros e utilizando apenas meios de transporte movidos a "energia humana", instalaram vários espaços semelhantes

Este vídeo está disponível, ao lado de muitos outros, nesta página da NYC Streets Renaissance, uma organização que promove, com diversas acções, o melhor aproveitamento da rua como espaço público por excelência, defendendo que "se continuarmos a planear as nossas ruas para os carros e para o tráfico, teremos mais carros e mais tráfico, pelo contrário, se começarmos a planear as nossas cidades para as pessoas e para os lugares, teremos mais pessoas e mais lugares" . Parece óbvio...

3 - Park(ing) 3 (6.51 min.) disponível na Street Films Video Gallery

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As hortas urbanas continuam (e, certamente, continuarão) a ser assunto de notícia, de debate e também de projectos.

Estes documentos mostram algumas experiências sobre o assunto, sempre interessantes de conhecer, até porque em todo o lado, as vantagens e os problemas têm muito em comum.
Percebe-se que é necessário alguma organização ..... e que a articulação com a administração local funcione positivamente. É um facto que há municípios que já reconheceram as vantagens e são eles próprios a estimularem estes projectos, como é o caso de Paris e de Vancouver.


Em "Oaklands" acompanhamos a descrição de um "jardim comunitário" por uma das suas dinamizadoras. Mais informação em: oaklandsol.org

4 - Oakland's Sol (5,21 min.) disponível desde 30 de Agosto de 2006

"Brooks Park Art" é uma descrição de um parque comunitário em São Francisco por Peter Vaernet, um dos seus principais mentores. Educação ambiental, ecologia urbana, artes plásticas, desportos, são algumas das múltiplas actividades que o parque suporta. Lugar de socialização, contribuindo para o reforço do sentido de comunidade do bairro, é mais um exemplo de um modelo de espaços verdes com muitas virtualidades e custos de manutenção reduzidos.

5 - Brooks Park Art (8.31 min.) disponível desde 18 de Janeiro de 2007

Em "Friends of Brook Green Team Mentoring Program" é apresentado um "jardim comunitário" por um dos jovens que nele participa, através de um projecto centrado na função pedagógica e social que estas hortas urbanas podem desempenhar.

6 - Friends of Brook Green Team Mentoring Program (6.56 min.) disponível desde 24 de Agosto de 2006


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"Hortas em Londres e Jogos Olímpicos" é uma reportagem sobre as hortas existentes numa área de Londres que, desde os anos 80, começou a ser reabilitada e que vai receber várias infraestruturas para os jogos olímpicos de 2012. Foram feitas propostas para mudarem de sítio e estiveram para ser todas "desactivadas". A situação final ainda não está definida. Um exemplo de conflitualidade resultante da competição pelo espaço e que se tem repetido noutras cidades. Um problema que o planeamento urbano deve ajudar a resolver. A acompanhar.

Blog sobre o assunto:lifeisland

7 - Hortas em Londres e Jogos Olímpicos (8.20 min.) disponível desde 20 de Dezembro de 2006


fonte

Mais informações sobre os jardins comunitários em Vancouver: Jardins de bairro (onde está também o “MOBY”, documentado num dos vídeos aqui postos em 12 de Março e sobre o qual há mais informação neste link)

Em Paris, desde há cerca de 6 anos têm sido criados vários destes jardins, continuam a nascer mais e muitos utilizam as páginas da Web para divulgarem as suas actividades. Aliás, a criação dessas páginas tem sido apoiada para facilitar a comunicação entre os participantes e para criar uma rede de projectos semelhantes que permita a troca de experiências. Uma sorte para quem quer perceber melhor o que fazem, e todo "o processo" de criação de uma iniciativa deste tipo.

Ainda um blog sobre os Jardins partagés de Paris ( jardins partagés ) e um site com muita informação sobre este assunto (jardinons.com) .



Extra - Ralph Towner - Jamaica Stopover e Veldt (estepe)

Um criativo jardineiro de sons, guitarrista de referência, que conheci através do nosso, de "igual calibre", José Peixoto

Natureza urbana em movimento - 3

A namorarem(-me) à janela e a verem o movimento





Rua de São Lázaro, 29.03.07

Não faltam exemplos da capacidade de mobilidade da vegetação, que se instala, clandestinamente, mesmo em ambientes aparentemente pouco acolhedores, como esta rua movimentada do centro da cidade - é o conceito de jardim em movimento, de Gilles Clément, levado aqui ao extremo, na janela do lojista.

Natureza urbana em movimento - 2

... e no meio do movimento.

Av. Almirante Reis, 30.03.07

Av. Almirante Reis, 1907 (Joshua Benoliel) e Av. Almirante Reis, 03.04.2007 (J. Daniel)

Há 100 anos, passeios laterais mais estreitos, separador central mais largo... outro movimento.

"A concepção de uma rua é o desejo de concretizar ideias e imagens que o sítio e o programa inspiram ao urbanista. Para além dos aspectos estritamente técnicos é preciso o gesto que dá alma à rua."

Normas urbanísticas, vol. II, Sidónio Pardal

esta é uma das Avenidas carentes de gestos assim.

Natureza urbana em movimento - 1

Os livros do país cercados por flores (não é mentira...vejam!)
Quando o espaço reservado junto aos edifícios permite uma estrada de plantas em viagem e o campo vem à cidade.



Biblioteca Nacional, 26.03.07