Os espaços verdes e equipamentos de Alvalade



"A segunda edição do ciclo «Manhãs de Alvalade» junta Gonçalo Ribeiro Telles e José Manuel Fernandes para falar dos espaços verdes e equipamentos do bairro lisboeta..." - organização Ordem dos Arquitectos

de bicicleta sem parar (nem pagar!)

"Aventure-se por caminhos nunca dantes pedalados!" - notícia página CP

Desde o último Sábado, 22 de Setembro, é possível levar a bicicleta nos comboios urbanos e regionais quase sempre sem pagar.

e também: a Carris passou a permitir o transporte de bicicletas, aos fins-de-semana e feriados, nas carreiras 708, entre o Martim Moniz e o Parque das Nações, e 723, entre o Desterro e Algés. A Transtejo Soflusa alargou a permissão de transporte gratuito de bicicletas, todos os dias e em todos os transportes fluviais, em qualquer horário, excepto na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré às horas de ponta.

Sá Fernandes propõe 86 quilómetros de percursos ligando espaços verdes na cidade

( bons empurrões para pôr a cidade a andar...sem parar. Depois da notícia (e) da conferência do Mário Alves sobre "a cidade a pé" - a que não fui mas que não vou tardar em saber como correu -, as intenções políticas para ligar os "bocados" de espaços verdes soltos pela cidade. Bons princípios!)



Fazer uma rede de percursos de ligação, num total de 86 quilómetros, entre as principais zonas verdes da cidade, que possam ser usufruídos a pé ou de bicicleta, foi a proposta ontem apresentada por José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, a seis associações ambientalistas que convidou para um almoço de trabalho. "Uma revolução", como o próprio denominou, que passa por utilizar trajectos já existentes ou, nalguns casos, criar ligações que permitam facilitar o acesso a espaços hoje mais isolados e pouco frequentados."O que eu estou a propor é uma coisa que custa tanto como um jardim, mas que liga os jardins todos", resumiu o vereador do BE, no fim da apresentação, admitindo que o projecto "é ambicioso, mas possível de concretizar". "É uma intervenção que custa dinheiro, mas não é por aí além. O que é preciso é vontade política e ligação entre os serviços", disse, explicando que os Espaços Verdes terão de se articular com o Trânsito e a Mobilidade. Ligar Monsanto ao Parque Eduardo VII e à Quinta da Granja, em Benfica, este último ao Parque Periférico, em Carnide ("hoje uma lixeira") e à Quinta das Conchas, no Lumiar, formando um corredor verde, é um dos exemplos. Outra das ligações que pretende é entre o Campo Grande, a Mata de Alvalade e o campo de golfe da Belavista, ao lado do parque que ficou famoso pela realização do festival "Rock in Rio", mas que continua a ser pouco utilizado, apesar de estar rodeado de áreas densamente habitadas, como o Areeiro, a Avenida Almirante Reis e as Olaias.

Plano é "ambicioso"

"Estas pessoas moram a 200 metros de um dos maiores parques de Lisboa e não têm outra forma de lá ir a não ser de carro", lamentou o vereador, propondo-se vencer esta barreira construindo uma ponte sobre a linha férrea. Uma obra "cara", mas "decisiva para Lisboa", disse, sem se comprometer com datas.Ao JN, Sá Fernandes disse que, até Dezembro, será possível dizer quais destes percursos vão avançar primeiro, mas garantiu que "no final de 2008 já haverá alguns deles prontos". O vereador admitiu que em todos eles há "pequenos problemas" - como o terreno não ser da Câmara ou conflitos de tráfego - mas mostrou-se confiante de que as dificuldades serão superadas. Garantiu também que a via ciclável à beira-rio, entre o Parque das Nações e Algés, está entre as prioridades do Executivo."Ambicioso" foi como os ambientalistas classificaram o projecto. "Eu fazia as coisas mais devagar. Primeiro abria um percurso e consolidava-o, para então fazer outro", sugeriu Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza, alertando para a importância de os percursos serem mantidos em condições. Opinião idêntica tem Manuel Verdugo, da Plataforma Por Monsanto, alertando para a necessidade destes trajectos serem ocupados e seguros. Carlos Costa, do Geota, teme a falta de "prioridades" e considerou alguns percursos "artificiais". "Não é assim que as pessoas circulam", disse

in JN


O vereador lisboeta dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, quer 86 quilómetros de percursos a ligar os espaços verdes da capital até 2009, um plano que apresentou hoje a associações ambientalistas.
De Monsanto ao Parque das Nações, o projecto do Anel da Estrutura Verde pretende mostrar que «as pessoas podem melhorar a sua qualidade de vida» com os espaços verdes que existem em Lisboa mas que não estão ligados, afirmou Sá Fernandes.
A par das ligações físicas entre os espaços - vias para peões, ciclovias, pontes - Sá Fernandes afirmou que vai abrir «doze hastas públicas» para espaços - «cafetarias e quiosques» - em vários pontos do circuito.
«Em 2008 contamos ter tudo estudado e algumas partes do percurso completas», afirmou o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, afirmando que ligar todos os principais pontos verdes da cidade «custa tanto como fazer um jardim novo».
Além de «corredores verdes» entre os parques e jardins, o projecto pondera também abrir caminhos de ligação entre a malha urbana da cidade: uma das hipóteses prevê uma "rambla" pelo meio da avenida Duque d'Ávila em direcção a Oriente.
Sá Fernandes referiu ainda que há o projecto de fazer uma via para bicicletas ao longo de toda a frente ribeirinha de Lisboa e percursos históricos pelas colinas da Avenida da Liberdade, mas admitiu que não será possível fazer tudo até 2009, quando termina o actual mandato autárquico.
O projecto do Anel Verde implica ligar primeiro Monsanto ao resto da cidade, começando pela Tapada da Ajuda, outro espaço verde que está instalado mas que não tem ligação ao maior parque da cidade.
Sucessivamente, o plano supõe ligações que passarão pela Quinta da Granja, Parque Periférico, Quinta das Conchas, Campo Grande, Campo Pequeno, Vale de Chelas, Olivais, Vale do Silêncio, Parque da Bela Vista até ao Parque das Nações. Outras ligações previstas proporcionariam acesso da Tapada da Ajuda até ao Tejo e a ligação entre as duas metades do Parque da Bela Vista, bem como um acesso.
Sá Fernandes destacou a necessidade de garantir «acesso simples a pé ou de bicicleta» a todas estas áreas da cidade, citando situações como a do Parque da Bela Vista, ao qual os habitantes do outro lado da avenida Gago Coutinho só têm acesso de carro.
«Isto custa dinheiro, que não é muito, mas é preciso vontade política para o fazer, porque é preciso conjugar muitas coisa em termos de trânsito e transportes», afirmou Sá Fernandes.
Apresentado o plano, o presidente da Liga de Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, aconselhou cautela, afirmando que é preferível ir «mais devagar» do que o projecto apresentado por Sá fernandes, optando por consolidar um percurso de cada vez, garantindo que as pessoas aderem e a sua segurança, bem como a manutenção do próprio espaço verde, sujeito a maior pressão

in Destak

Civitas Pedestris: A Cidade a Pé

Na próxima 3ª feira, 18 de Setembro, às 18:00 na sede da Sociedade de Geografia de Lisboa ( R. das Portas de Santo Antão, 100 ) conferência proferida pelo engº Mário Alves, com o título

“Civitas Pedestris: A Cidade a Pé”

no âmbito do ciclo "Memória e Valor: Patrimónios Há Muitos"


Foto de JDN, no "dia por Lisboa", S. Luíz - vídeo da apresentação no dia por Lisboa

O dia por Lisboa foi uma iniciativa de um grupo de cidadãos que promoveu, há cerca de 2 meses (19.07.07), um encontro para falar dos problemas e das ideias para Lisboa, "...tentando acabar com este fosso entre a cidadania e a acção política" video de apresentação

A janela cinzenta e a filha da árvore




Sem nespereira mas com muito cimento, a janela que já foi da vista bela.




Há já algum tempo que uma filha da nespereira morta
cresce, esperança verde
talvez prevendo o que estava para acontecer à mãe

vai precisar de muitos dias até ser árvore.