Hipernatura

Requalificar jardins com o apoio dos hipermercados "Continente"

ver: http://www.hipernatura.continente.pt/

(Notícia do Público de 25.10.2007 - 16h58. Romana Borja-Santos)

Programa HiperNatura recupera 20 jardins públicos no país

Debaixo do Jardim do Príncipe Real, no Museu da Água, a humidade do ar recorda o cheiro a terra de um jardim acabado de regar. Os holofotes verdes recriam a sombra das árvores o que, juntamente com alguns tapetes de relva, transforma este espaço num verdadeiro jardim de inverno. Foi este o cenário que os responsáveis pelo HiperNatura escolheram para apresentar o seu novo programa que tem um objectivo ecológico: recuperar 20 jardins públicos em 20 autarquias do país.
O HiperNatura resulta de uma parceria entre o hipermercado Continente, a revista "Visão" e a associação ambientalista Quercus. “Preservar, promover, modernizar e edificar” são as palavras-chave deste projecto para o director de Marketing do Continente, Miguel Rangel. Para além disso, em cada um dos 20 jardins remodelados, pretende-se sensibilizar os cidadãos para diversos temas relacionados com o ambiente e a ecologia, pelo que as sugestões da Quercus em cada jardim são fundamentais.E porque, como disse Albert Schweitzer, “dar o exemplo não é a melhor forma de influenciar os outros – é a única”, e o ambiente não é uma questão estanque, cada jardim será pensado e adaptado às pessoas daquela zona, tendo sempre em consideração as suas necessidades, mas não esquecendo também a preservação da biodiversidade para tentar tornar Portugal mais verde. As formas de intervenção podem ser feitas de várias maneiras. Revitalizar um espaço degradado, modernizá-lo, ou construir de raiz um jardim a partir de um terreno baldio, são algumas das possibilidades. Criar percursos pedonais, integrar parques infantis, zonas radicais e de lazer é outra alternativa. Nas 20 intervenções a fauna, a flora e as espécies animais presentes vão ser prioritárias, pelo que estarão identificadas.

O jardim ideal

Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, disse que o facto de as pessoas se apoiarem muito nos poucos espaços verdes que existem “é a prova de como necessitam deles”. A ambientalista descreveu o jardim ideal como “um espaço diversificado mas com natureza própria do país e adaptada às suas condições climáticas”. Para Susana Fonseca, “um jardim relvado e com palmeiras não é de todo o indicado” e corresponde a um imaginário que construímos desde crianças. Além disso, considerou essencial uma óptima gestão da água nestes espaços, usar adubo orgânico para compostagem, mobiliário feito a partir de materiais reciclados, e que as pessoas tenham contacto com “plantas de diferentes cores, texturas e cheiros”, de forma poderem envolver-se com elas. “A Gulbenkian é um excelente exemplo de um jardim que nos permite afastarmo-nos da cidade, deixar de ouvir os carros, fundirmo-nos com a natureza”, exemplificou a ambientalista. O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, considerou a iniciativa uma forma de exercício da “responsabilidade social no dia-a-dia” e um exemplo de como deve ser “o novo modelo de governação urbana, sem desresponsabilizar a administração pública”.


O exemplo da Amadora

A Câmara Municipal da Amadora tem sido uma das mais entusiastas com este projecto que se “interliga com uma série de outros que se estão a desenvolver”, como referiu Gabriel Oliveira, responsável pelo pelouro dos Espaços Verdes. O que torna mais curiosa a adaptação para circuito de corrida dos quase cinco quilómetros da Estrada dos Salgados é o facto de aquele sítio ter começado a ser utilizado por “um grupo de idosos da Brandoa que decidiu começar a andar a pé depois do jantar em vez de ficar em casa a ver a novela da noite”, explicou. A estes pioneiros de um hábito saudável seguiram-se muitos outros e, agora, “centenas de pessoas usam este percurso para manutenção”, acrescentou. A Câmara da Amadora vai também reconverter o Parque Central num parque temático sobre a água, inspirado do parque da Playmobil, em Nuremberga, e que se chamará “Fun Park”. O HiperNatura arrancou em Maio e custará 600 mil euros. Até agora 12 delas já escolheram os espaços a trabalhar, e as outras oito, apesar de já terem aceite a proposta, estão ainda a decidir. Em Viana do Castelo recuperar-se-á o Jardim de S. Vicente, em Vila Real os Parques Congo e Florestal, em Maia o Jardim de Gueifães, no Porto os jardins do Palácio de Cristal, em Matosinhos o Parque do Carriçal, em Ovar o Jardim Almeida Garrett, em Viseu o Jardim Santo António, na Covilhã o Jardim do Laço, em Coimbra o Parque Aventura, em Leiria o Parque Radical, na Amadora o Circuito Pedonal Estrada dos Salgados e em Cascais o Pedra Amarela, campo base no Parque Natural Sintra/Cascais. Albufeira, Guimarães, Lisboa, Loures, Portimão, São João da Madeira, Seixal e Vila Nova de Gaia ainda não escolheram o local.

Blog Action Day

Gardens and urban environment


(um jardim-horta, na capital da cultura 1996 - Copenhaga) - JN, 1994

Gonçalo Ribeiro Telles, 12 de Outubro no Colóquio "Património Paisagístico - os caminhos da Transversalidade":

"O Senhor Deus tinha plantado desde o princípio um bosque delicioso, onde crescia toda a carta de árvores. Formosas à vista e de frutos para comer. Nesse lugar, sulcado por um rio, que o refrescava, pôs o Senhor Deus o Homem" (Génesis). Jardim plantado num "campo feliz" (Éden) ......

O fenómeno urbano impõe uma revisão de toda a filosofia do planeamento do território e do desenho da cidade. As cidades e as metrópoles, dada a sua extensão, devido à explosão urbana que se verifica pelo mundo habitável do planeta, não podem deixar de estar integradas numa região onde também existem e funcionam as biocenoses e os biótopos de que depende a vida

Cooper Marcus 1990; Rowe 1991 in Metto Vroom, Lexicon of Garden and Landscape Architecture:

"Gardens demonstrate how people experience the relation between nature and culture. They represent the shifting balance over time between wilderness and human control, from safe places in the midst of a hostile nature - order in chaos - to controlled nature. "

Trata-se de criar jardins que, no espaço urbano, incluam, traduzam e potenciem uma relação mais fértil entre o Homem e a Natureza.

15 de Outubro - Blog Action Day




Blogueiros de todo o mundo, uni-vos

O Blog Action Day (15 de Outubro) é uma iniciativa para mostrar e demonstrar a importância de juntar, num dia, muitas vozes a "falarem" sobre um determinado assunto, ou melhor muitos Blogs a publicarem sobre um tema escolhido, amplificando desta forma a sua abordagem e discussão.

Tema para este ano: Ambiente (mais abrangente e global é difícil).

Por aqui interessa-nos acompanhar e participar na "experiência", não só pelo tema mas também porque se trata de um exemplo de utilização deste meio de comunicação e intervenção.
Registo em http://blogactionday.org/pt

Vídeos promocionais:






Jardins e música



Para o Dia Mundial da Música, hoje celebrado, desde 1975, uma visita ao Toronto Music Garden (Mário, se puderes dá lá um salto e traz umas fotos para ouvirmos como está o jardim), um espaço verde concebido pelo famoso violoncelista Yo-Yo Ma, em conjunto com o arqº pais. Julie Moir Messervy, inspirado na 1ª Suite de Bach para violoncelo solo.



Fotos de lesliet.typepad.com




Foto de Gera Dillon

Putting Pedestrians First





De 1 a 4 de Outubro, em Toronto, Canadá - 8ª Conferência anual Walk 21

"Walk21 exists to champion the development of healthy sustainable and efficient communities where people choose to walk.
Through the
Walk21 Conference series and the International Charter, Walk21 have a vision to create a world where people choose and are able to walk as a way to travel, to be healthy and to relax."

Temos lá o Mário Alves (especialista nesta área e aqui referido há dias a propósito da sua participação em alguns encontros recentes em Lisboa) para nos trazer mais energia, ideias e exemplos de como tornar os nossos espaços urbanos mais pedonais.