XII Jornadas da Associação de Urbanistas Portugueses

27 a 29 de Outubro em Almada - Operacionalização dos Instrumentos de Gestão Territorial.
















JN



NOTAS:

"...pensa-se que se conhece tudo. Não. Há uma grande ignorância sobre o território. Era necessário estarmos em maior sintonia sobre o país que temos. (...)
... a sustentabilidade é física, económica, social e cultural. (...)
...devemos ter cada vez mais presente o conceito de estrutura de oportunidades,... a capacidade de acompanhar o tempo...
(Jorge Gaspar)

"... predomínio de uma visão de planeamento "em cascata", com sacrifício da lógica integradora entre os diferentes planos, (...) excessiva pormenorização do conteúdo dos planos, com a pretensa universalidade na tipificação dos instrumentos de gestão territorial, (...) procedimentos administrativos morosos e inadequados com opacidade de atribuições e sobreposição de competências... (...). É preciso, ao nível do sistema de planeamento, aceitar um processo de planeamento por integração progressiva de novos elementos, (...) agilizar e tornar mais eficientes os procedimentos administrativos de acompanhamento e operacionalização dos planos, (...) precisar o domínio de intervenção dos planos especiais no sentido de explicitar as condicionantes que devam ser observadas no ordenamento do território, (...) integrar a avaliação ambiental estratégica no próprio processo de planeamento, (...) reduzir o carácter impositivo dos PDM e diferenciar alterações e revisões, (...) agilizar a elaboração e simplificar o conteúdo dos planos de pormenor distinguindo-os de um projecto de urbanização, (...)
(F. Nunes da Silva)


"As Tecnologias de Informação Geográfica, nomeadamente a Detecção Remota e os Sistemas de Informação Geográfica, poderão ser entendidas como "plataformas" de ajuda à operacionalização dos instrumentos de gestão territorial, através do acesso à informação, à consulta e à participação da administração e dos cidadãos..."
( Tecnologias de Informação Geográfica e Gestão do Território, José António Tenedório)

" A monitorização é uma tarefa essencial para a boa operacionalização dos Instrumentos de Gestão Territorial cujos principais atributos têm a ver com a capacidade de avaliar (existência de um referencial, de estabelecer níveis de qualidade e de aspiração, de capacidade de medir e de julgar), com temporalidade (avaliação in continuum), com informação (retroação) e com respostas consequentes (orientação para a acção). (...) Implica pragmatismo - não se pode monitorizar tudo - e definir bem onde se quer chegar - para obter resultados que alimentem o processo... (...)"
(Metodologias de Monitorização, Jorge Batista e Silva)


"A adopção de uma visão diferente sobre o processo de ordenamento e planeamento territorial (implicando novos modos de integrar os cidadãos neste processo) é necessária para que se possa alcançar um efectivo envolvimento da população, quer no terreno, quer a outras escalas de intervenção (e.g. formulação de políticas e programas, processos de monitorização dos Instrumentos de Gestão Territorial)."
(Processos participativos - Slogan ou necessidade, Clara Landeiro)

"É a gestão directa do território urbano que mais determina a qualidade do resultado produzido no desenvolvimento do espaço urbano. Daí que, quaisquer medidas a implementar com vista à melhoria do sistema, deverão agir fundamentalmente sobre o processo de gestão.
Temos planos directores mas não temos planos intermédios onde se faça a prévia avaliação integrada e a concertação de interesses e faz-se a gestão apenas com projectos apresentados pelos particulares. (...)
Não pode haver gestão territorial sem um completo e coerente corpo ou sistema de gestão. O plano é apenas o modelo de referência, é a representação do que se deseja e de nada servirá sem uma estrutura e mecanismos organizativos que assegurem a sua gestão e sua execução até à concretização das suas propostas."
(Planeamento e Gestão Minicipal do Território. O que falta?, Luís Grave)


Repensar os Parques Urbanos

Mais um livro, dos States, sobre as qualidades mais importantes dos parques públicos



Rethinking Urban Parks: Public Space and Cultural Diversity, Setha Low, Dana Taplin, Suzanne Scheld

Bem a propósito, depois da semana do roteiro para a inclusão.

"...cultural diversity, utilized effectively and honestly, leads to a more democratic practices and peaceful relationships between people within a locality especially if all groups are treated equally with respect for their needs, desires, and adequate space and resources for work, home, and recreation"


Parques Urbanos - Paris

Reportagem na National Geographic - Portugal (Outubro)


Para os seres humanos, a natureza é rejuvenescedora. Afinal, a nossa espécie não floresceu numa paisagem urbana, mas em florestas e pradarias selvagens. Os nossos ouvidos não foram talhados para o grito penetrante das sirenes, mas para escutarem o discreto arranhar das patas de um predador e o uivo do vento a avisar mudança de tempo. Apurámos os nossos olhos para seleccionar não os monótonos matizes de cinzento da cidade, mas as delicadas tonalidades de amarelo-dourado, verde-azeitona e grená que assinalavam a existência de fruta madura e de folhas tenras. Quanto aos nossos cérebros, desenvolveram-se para satisfazer, com sensações de profundo prazer, os esforços dos nossos sentidos.
Terá sido por esta razão que os cidadãos de Paris se esforçam tanto por reaproveitar espaços urbanos mortos e quarteirões ao abandono, transformando-os em locais verdejantes e cheios de vida?


in Pulmões Urbanos, Jennifer Ackerman, National Geographic - Portugal, Outubro 2006 notícia na National Geographic Portugal

Visita guiada ao Conjunto urbano de NOVA OEIRAS

Pelos Arquitectos José Manuel Fernandes e Gonçalo Ribeiro Telles no âmbito do ciclo "obra aberta", organizado pela Ordem dos Arquitectos - 30 de Setembro

JN, 2006

"O Bairro de Nova Oeiras, situado na vila de Oeiras, é um dos conjuntos urbanos mais emblemáticos do chamado Urbanismo Moderno em Portugal, movimento que nas décadas a seguir à II Guerra Mundial, seguiu os princípios da Carta de Atenas do Urbanismo (...) é também um dos planos urbanísticos, quase completamente realizados na prática, menos conhecidos e menos divulgados no nosso país. Pela sua qualidade e valor urbanístico e arquitectónico - e, porque não, já histórico (vai passando meio século sobre os primeiros estudos) - bem como pelo seu significado para a comunidade que o vive e usa, merecerá melhor divulgação e mais conhecimento, por forma a permitir a sua correcta protecção, manutenção e evolução. (...)
(...) a intervenção de Ribeiro Telles foi uma pedra essencial na estrutura e imagem do conjunto do bairro, além de ter constituído um dos seus primeiros trabalhos profissionais."


A Moderna Nova Oeiras, José Manuel Fernandes in CAETANO, Joaquim (coord.), A Utopia e os Pés na Terra - Gonçalo Ribeiro Telles, 2003